terça-feira, 15 de setembro de 2026

 

Os Sigur Rós fizeram do Coliseu do Porto uma supernova em câmara lenta.

Com a Sinfonietta de Lisboa e o Coro Ricercare, os islandeses transformaram o Coliseu do Porto num espaço de silêncio, luz e explosão sonora, levando a sua música atmosférica para outra dimensão. Os Sigur Rós fizeram do Coliseu do Porto uma supernova em câmara lenta Ainda havia burburinho de pessoas a sentarem-se nas cadeiras do hemiciclo do Coliseu do Porto quando as luzes se apagaram, pelas 21h deste domingo. Ouviu-se um "shiuuu" na plateia e, em vez de aplausos, os primeiros acordes do concerto de Sigur Rós foram recebidos com um silêncio espacial. Era Blóðberg, o single de Átta, o disco mais recente da banda islandesa, lançado em 2023. Um crescendo lento das cordas da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, magicamente orquestrado pelo maestro e compositor britânico Robert Ames, ia sendo preenchido, espaçadamente, pela voz etérea do vocalista Jónsi Birgisson — ficou logo claro que, com Sigur Rós, quase nada acontece de repente.
 Catarina Pinho (texto)