quinta-feira, 18 de abril de 2019

#Fotógrafo Convidado do Mês de Abril : Duarte Silva #

Nesta recolha de imagens mostro algumas das inquietações, que como fotógrafo me têm provocado a necessidade de documentar. Apresento assim imagens de projectos pessoais e também comerciais dentro do trabalho fotográfico que tenho vindo a desenvolver.

 As primeiras imagens documentam algumas religiões minoritárias no Porto, a religião muçulmana, sikh e ortodoxa. Nelas encontramos não aquilo que as distingue, mas aquilo que as une: a procura de um deus, de uma unidade com o mundo físico e espiritual.

 As imagens seguintes foram obtidas em Macau, uma das cidades mais densamente povoadas do mundo, onde a solidão impera na noite.

Finalmente nas últimas imagens, resultado de trabalhos comerciais, abordo as artes cénicas (neste caso FITEI), área que tem vindo a receber cada vez menos apoio estatal e que, portanto, lutam pela sobrevivência; e um projecto de arquitectos Portuenses chamado passeios do piorio, que nos mostra um Porto genuíno, esquecido, ameaçado, provocando o questionamento sobre os espaços, as cidades, o capitalismo, o turismo, a globalização e a potencial perda daquilo que nos faz únicos.













Duarte Silva nasceu em 1977 no Funchal. A nível profissional optou inicialmente pelo percurso na Psicologia Clínica, área na qual se licenciou em 2000, na Universidade de Coimbra. Em 2011 inicia o Curso Profissional de Fotografia no Instituto Português de Fotografia, no Porto. Está a finalizar o Mestrado em Som e Imagem – especialização em Cinema e Audiovisual na Escola das Artes da UCP. Em 2017 venceu o prémio Melhor Realizador Português com o filme Vigília no Festival Inshadow. Desde 2012 trabalha como freelancer em fotografia e vídeo e é formador na área da fotografia e vídeo em várias entidades formadoras.

sábado, 13 de abril de 2019

Primeiros dias do Festival Tremor Açores
 Fotos:Paulo Pimenta
 ver o trabalho completo no Jornal Público
https://www.publico.pt/2019/04/12/culturaipsilon/reportagem/tremor-ceu-pescadores-terra-1869081

segunda-feira, 18 de março de 2019

Depois da agressão, todos os dias são uma incógnita
Diogo e André têm idade de andar na escola, escrever poesia, namorar, fazer karaté e jogar futebol. Uma agressão interrompeu-lhes a vida. Durante dois dias, o PÚBLICO acompanhou o seu internamento no Centro de Reabilitação do Norte.

 "Diogo e a mãe levam quatro meses entre paredes de hospital. Ela fala sempre nas datas certas, 13 de Novembro: o dia em que Diogo estava no jardim em frente à escola, durante o intervalo das aulas, e foi agredido ao pontapé. Caiu, bateu com a cabeça e sofreu um traumatismo cranioencefálico. Os pais foram preparados para as mínimas hipóteses de sobrevivência. Na melhor das probabilidades levariam para casa o filho com profundas deficiências cognitivas e motoras"

 "Num telefonema o mundo caiu-lhes em cima. André tinha sido agredido por um colega em frente à escola, não eram 8h30 da manhã de dia 30 de Novembro. Quando os pais chegaram ninguém tinha ideia de que o miúdo de 17 anos, deitado na ambulância dos bombeiros, tinha tido um acidente vascular cerebral (AVC) e células cerebrais privadas de oxigénio. Passou um mês em coma. E a mãe ouvia nos corredores quem reproduzisse o seu estado acataléptico: “Aquela mulher não acredita como é que o filho está.” Passaram-se semanas sem uma boa notícia" 
Texto:Margarida David Cardoso
 Fotos:Paulo Pimenta
 Ver o trabalho completo no Jornal Público
https://www.publico.pt/2019/03/18/sociedade/reportagem/agressao-dias-sao-incognita-1865712