sábado, 12 de julho de 2025

 

Este fim de semana foi longo, intenso, revelador e belo. No CAA Centro de Artes de Águeda o projecto “Agora Nós” abriu as portas ao Mundo, desenhando uma cultura de proximidade, participação, diálogo e empatia. No Centro Cultural Vila Flor cumpriu-se o desejo de uma arte diversa, acessível, insatisfeita e inquieta. O protocolo que poderá reverter a distância, a violência e a alienação, é o da presença, do diálogo, da empatia e da verticalidade. Mas de forma concreta, sem maquilhagens retóricas ou intenções escondidas. É sobre estar verdadeiramente aqui e agora. Obrigado a todes os que nos encheram de esperança este fim de semana. Continuaremos presentes. A Terra Amarela e as novas maneiras de ver o Mundo. Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura e pela Direção-Geral das Artes

 

Aleixo: cinco décadas do bairro que foi abaixo, mas ainda quer futuro 

 A história conta-se com o arquivo da própria associação e fotografias de cinco autores que acompanharam o Aleixo ao longo dos anos: Paulo Pimenta, fotojornalista do PÚBLICO, André Cepeda, David Gonçalves, Leonel Castro e Nelson D’Aires. 

 Exposição com fotografias, objectos e documentos celebra os 50 anos da associação de moradores do Aleixo. A história, a identidade e a comunidade de um bairro demolido que não se deixa esquecer. 
Texto Mariana Correia Pinto


 

 

Mulheres muçulmanas preparam associação para combater preconceito e promover o diálogo São imigrantes e refugiadas em Portugal e querem mostrar o rosto e a voz da mulher muçulmana.

 Pela inclusão e diálogo, contra o ódio e o preconceito. É possível construir pontes? 

 Mulheres muçulmanas preparam associação para combater preconceito e promover o diálogo medo ainda tinha tudo. Safaa Ibrahim chegara a uma aldeia de Barcelos ao abrigo de um programa de recolocação, com o marido e os filhos gémeos de apenas um ano. Para trás ficara uma fuga dolorosa e uma Síria em guerra, pela frente havia um país do qual não conheciam sequer o nome, uma língua estranha, olhares desconfiados de vizinhos. Recomeçaram como podiam, com o peso do passado e o medo do presente. “Sentíamo-nos muito sozinhos, mesmo entre pessoas. Tivemos tanto medo”, recorda a síria de 31 anos. Um dia, Isabel Martins da Silva, voluntária de um grupo de jovens que os acolheu em Barcelos, levou-a a uma mesquita em Braga. “Ela ficou com os meus bebés e eu entrei.” Até àquele instante, ela não sabia sequer da existência de espaços de culto islâmico em Portugal. Lá dentro, atenuou a dor, recuperou alento: “Foi a primeira vez que me senti bem em Portugal.”
Texto Mariana Correia Pinto 

sexta-feira, 4 de julho de 2025

 

O Salvado, de Olga Roriz, estreou-se no Porto O Teatro Carlos Alberto recebeu a estreia da peça que marca o regresso da bailarina aos solos.
 Seguem-se Lisboa, Setúbal, Faro, Aveiro e outras cidades. 

É o regresso de Olga Roriz aos solos, 12 anos depois de A Sagração da Primavera. O Salvado estreou-se esta quinta-feira no Teatro Carlos Alberto, no Porto, onde fica até sábado. 
 Na peça, o corpo de Roriz, com 70 anos de vida e uma das mais longas carreiras da dança portuguesa, expõe-se e a bailarina e coreógrafa mostra também como poderia ser uma actriz cheia de humor. Isso mesmo explicou Olga Roriz ao Ípsilon, que acompanhou durante meses o processo de criação de O Salvado. 
 Depois do Carlos Alberto, O Salvado estará, de 9 a 12, São Luiz, Lisboa; a 18, no Fórum Cultural Luísa Todi, Setúbal; a 13 de Setembro, no Teatro das Figuras, Faro; a 19, no Teatro Aveirense, Aveiro; a 26, no Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima; a 10 de Outubro, na Casa das Artes de Famalicão; a 25, no Centro Cultural de Lagos; a 8 de Novembro, no CAE da Figueira da Foz; e a 29 no Centro Olga Cadaval, Sintra.