terça-feira, 22 de setembro de 2026

 

Andava eu sem ter onde cair vivo Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor Ai de mim não era nada daquilo que eu queria Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar 

Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar Andava eu sozinho a tremer de frio Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer 

 Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar 

 Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar E se às duas por três vires que perdeste o balanço Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar 

 Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
 Compositor: Jorge Palma