Porto: câmara fechou espaços onde viviam 125 pessoas, mas não sabe o que lhes aconteceu Desde o início do mandato, autarquia levou a cabo 10 acções de selagem de sítios insalubres, sobrelotados e que funcionavam como alojamento sem licença. Oposição fala em “humanismo camuflado”. Camilo Soldado (texto)
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Hornfuckers: contenção, poesia e punk, por Diana Niepce A plataforma move-se.
Tem amplitudes variáveis que hierarquizam os corpos que a tentam escalar. A grande placa de estética brutalista ergue-se, “gera um sistema que pode ser subvertido, mas obriga a conter os corpos e a um comportamento do sujeito consoante lógicas de dominação e dominador”, diz Diana Niepce, que assume a direcção artística de Hornfuckers.
É um trabalho sobre as coisas que sabemos serem erradas, mas com as quais acabamos por compactuar, “sobre como muitas vezes escolhemos ignorar o que não devia ser ignorado”, explicou a coreógrafa ao Ípsilon. Em Hornfuckers, os intérpretes lutam contra a gravidade, num ambiente pós-apocalíptico, entre contenção, poesia e punk.
Depois da estreia na Culturgest, em Lisboa, a criação de Diana Niepce tem duas apresentações no Porto, no âmbito da programação do festival Dias da Dança. Para ver nesta segunda-feira e na terça-feira, no Teatro Rivoli.
Há que saber reconhecer um Hitler quando o vemos
Isto É um Hitler Genuíno é sobre uma família com um dilema ético (vender ou destruir uma pintura do ditador nazi?), mas é também sobre a facilidade com que relativizamos monstruosidades.
Dois irmãos, Nicola e Philipp, estão a empacotar tudo na casa do pai, recentemente falecido, quando se deparam com uma descoberta improvável: um quadro de uma igreja em Viena pintado por Adolf Hitler quando o futuro ditador e genocida ainda perseguia a ambição de se tornar um artista. Nicola acha que a aguarela “não poderia ser mais kitsch”, mas com o marido, Fabian (que começa a salivar quando a descoberta da assinatura, inicialmente escondida pela moldura, o põe a pensar no valor de mercado provável da pintura), deseja vendê-la. Philipp, alegando querer preservar a memória do pai, sublinha desde logo a vontade de a guardar — para furiosa estupefacção da sua mulher, Judith, que é judia.
Daniel Dias (Texto)
O ventre do vulcão: o corpo em ebulição, à espera de irromper Criação de Tânia Carvalho estreia-se esta quarta-feira, 15 de Abril, em Matosinhos.
Um vulcão, que "guarda camadas de história", à espera de irromper. O ventre do vulcão, de Tânia Carvalho, estreia-se nesta quarta-feira no Teatro Municipal de Matosinhos, pelas 21h30, e pode ser visto também na quinta-feira, à mesma hora. As imagens, captadas pelo fotojornalista Paulo Pimenta, mostram os "estados de entrega", onde "o corpo se torna um sítio de escavação" e "energias esquecidas ou reprimidas ganham forma". "Combina a precisão clássica com elementos expressivo, caóticos e teatrais, espelhando a imprevisibilidade da vida", descreve a coreógrafa na sinopse.
A performance faz parte do calendário da décima edição do DDD — Festival Dias da Dança, que decorre até dia 19, ocupando vários espaços do Porto, de Matosinhos e de Vila Nova de Gaia.
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