quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

 

O Club Som de Cristal foi feito para dançar “enquanto o mundo lá fora vai ficando pior” Do kitsch, do romântico e do burlesco nasceu um evento de diversão nocturna, na danceteria Júlio Deniz, no Porto, que chegou recentemente às cinco edições e é um espaço de encontro de gerações.

 O Club Som de Cristal foi feito para dançar “enquanto o mundo lá fora vai ficando pior” Sozinho em palco, apenas apoiado pelo playback e a contar com a sua experiência, canta para uma plateia que enche o Júlio Deniz. O artista que encara de frente o público do cineteatro inaugurado nos anos 1940, mais tarde sala de cinema de filmes para adultos e de há largos anos para cá salão de baile e danceteria, é Marante. O som que se ouve e a letra que entoa sem parecer que os anos passaram pela sua voz é o de Som de Cristal, tema clássico celebrizado pelo músico portuense, também homem da linha da frente dos Diapasão e de há uns anos para cá padroeiro do clube com mais patina da Rua de Costa Cabral. Tudo isto e muito mais aconteceu para celebrar cinco edições do Club Som de Cristal, um óvni numa noite portuense onde entra quem quer encontrar, no mesmo sítio, burlesco, música romântica, cabaret ou Djs, mas num ambiente desempoeirado.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 

Uma semana depois da tempestade Kristin ter deixado um rasto de destruição numa mancha considerável da Região Centro, o Estádio Municipal de Leiria continua a servir como ponto de distribuição de bens que vão chegando um pouco de todo o país.

 O estádio – ele próprio severamente danificado pelos ventos que atingiram os 200 quilómetros por hora – serve agora de entreposto logístico onde a população pode ir buscar alimentos, roupas ou artigos de higiene pessoal. Mas também telhas, o mais precioso dos materiais, por estes dias.

 

Ao fim de uma semana, o músculo industrial de Leiria recomeça lentamente a mexer-se 
 Entre a destruição, ainda sem água, energia da rede ou telecomunicações, há empresas que tentam retomar trabalho, seja com geradores que começam a chegar ou com a energia que arranca a conta-gotas.
 Ao fim de uma semana, o músculo industrial de Leiria recomeça lentamente a mexer-se Eram 10h da manhã desta terça-feira quando a energia regressou pela primeira vez à unidade de produção de Hugo Ferreira, em Cerca, já na ponta em que o concelho de Leiria faz fronteira com o de Alcobaça. 

O gerador que tinha ido buscar a Espanha para começar parte da actividade tinha chegado na segunda-feira, tendo servido para fazer responder à urgência de processar pagamentos.