Porto, 13 Setembro 2014
Fotos : Paulo Pimenta











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Enquanto jornalista de rádio, e ainda quando não ousava olhar-me como fotógrafo, muito me surpreenderam os incentivos que recebi para propor uma exposição ao Centro Português de Fotografia. Mais ainda, depois, a atenção que mereceu e os elogios vindos de quem vive a fotografia há muitas décadas, e dispensa apresentações, como o Eduardo Gajeiro, o Manuel Roberto e o Paulo Pimenta. Incentivaram sem paternalismos e com a simplicidade de quem é grande. Aceitei, por isso, este desafio do Paulo. Concordei, com orgulho, publicar aqui doze fotografias da minha exposição "o Porto à janela". Como disse, na altura: "A minha ideia foi guardar o Porto conforme o vi a partir de diferentes janelas. Nuns casos há um vidro que está mais sujo do que noutros, tem estilhaços, está picotado ou, simplesmente, escorrido pelo tempo" (...) "contei com a ajuda de muitos desconhecidos a quem, literalmente, bati à porta e pedi para fotografar o Porto a partir da sua janela. Guardarei, para sempre, a vista de cada uma dessas pessoas.
Pedro Mesquita
Nasci em Lisboa num dia quente de Agosto, e o meu DNA é indissociável da cidade. Aos 4 anos tive a minha primeira máquina fotográfica e convertia a luz de Lx em fotogramas pré-primários que foram evoluindo ao longo dos anos. Fotografo com todos os meios que tenho disponíveis e dos 4 livros já publicados sobre a cidade, um é um registo diário de imagens feitas com o iphone. Lisboa é uma paixão que provoca emoções e surpreende constantemente - é um dos meus projectos preferidos - imprevisível e inesgotável! Estas são algumas das imagens que farão parte do próximo livro, e são sem dúvida o meu BI.











- Já estamos atrasados,
diz ele quando ainda faltam duas, três, quatro, cinco horas para o que quer que só vai acontecer se nós estivermos lá (porque, mais do que ver acontecer, eles, os fotojornalistas, fazem acontecer). E então ele vai à frente, as coisas de facto acontecem, e de facto nós chegamos atrasados. Nisso de ir à frente, de chegar sempre antes (demasiado antes, para quem tem de ir com ele), ninguém é o Paulo Pimenta a não ser o próprio Paulo Pimenta. Ele lá sabe: depois vê coisas que mais ninguém vê, e azar o nosso. A partir de agora, essas coisas estão aqui: as coisas que ele faz quando anda a trabalhar antes dos outros, tipo diário do fotojornalista que fotografava de mais. O que é dele é nosso, e também é dos outros: uma vez por mês, outro fotojornalista virá aqui mostrar o que viu na rua. Vamos a isso, Pimenta. Já estamos atrasados.
Inês Nadaís
Jornalista do Jornal Público