segunda-feira, 22 de julho de 2013

Festival Marés Vivas 2ºdia
Vila Nova de Gaia, 19 Julho 2013
Fotos:Paulo Pimenta
45 48 60 62 67 68 69 76 86 91 92
Ver o resto do trabalho no P3
http://p3.publico.pt/cultura/mp3/8678/mares-vivas-um-dj-chamado-gueta

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Festival Marés Vivas
Vila Nova De Gaia , 18 Julho  2013
Fotos:Paulo Pimenta
09 07 03 12 14 18 20 25 35
Ver o trabalho completo no P3
http://p3.publico.pt/cultura/mp3/8669/velhos-conhecidos-e-mares-vivas

domingo, 14 de julho de 2013

Noite de São João
Porto, 23 Junho 2013
Fotos:Paulo Pimenta
01 02 03 04 05 07 08 10 11 12 13 14 15

domingo, 30 de junho de 2013

Concerto Tricky na Serra do Pilar
Gaia, 29 Junho 2013
Fotos:Paulo Pimenta
17 06 13 18 10

Ver o trabalho completo no P3
http://p3.publico.pt/cultura/mp3/8444/tricky-o-verdadeiro

# Fotografo Convidado do Mês de Julho: Daniel Rodrigues #

_N4A0564 _N4A0419_1 _N4A2870 _N4A5748 _N4A6747 _N4A4860 _N4A7111 _N4A7384 _N4A7854 _N4A8507 _N4A9409 _N4A8109

Há trabalhos e trabalhos. Não ando nisto há muitos anos, mas já percebi que na vida de fotojornalista podem aparecer trabalhos muitos chatos de se fazer, pouco estimulantes, por muito que lhes tentemos dar a volta não saem fotografias das quais nos orgulhemos propriamente.
Depois, há aquele telefonema em que, do outro lado, o interlocutor nos pergunta: “Quer passar o mês inteiro a fotografar os locais mais emblemáticos do país?”. Assim? Um mês inteiro só para mim? O meu carro e o prazer de conduzir? A minha máquina e a paixão por disparar em todas as direções? “Quando começo?”.
Há trabalhos e trabalhos. Depois de fazer fotografias de lugares mágicos e inspiradores (o Porto, sempre, o Gerês não turístico, as pessoas na sombra alentejana, os caminhos de perdição por Trás-os-Montes), eu só penso como a vida me sorri, me permite dizer que o meu trabalho, hoje, é fotografar os lugares mais bonitos de Portugal. À minha maneira. Um momento para pôr na pausa as semanas loucas e ganhar balanço para o que aí vem. O mundo está lá fora à minha espera, mas é em casa que o ar é mais puro e que a locomotiva encontra os trilhos.

Posso dizer que conheço os quatro cantos deste retângulo, por andanças anteriores, mas a liberdade que este me deu não tem preço nem descrição. Sou inspirado todos os dias por um país longe da crise dos jornais, onde a vida do dia a dia é levada com tranquilidade. As pessoas sorriem na rua, dizem-me que “dali é que se vê bem a cidade, boa tarde, continuação”. E eu continuo.
O país das maravilhas está aqui, ao virar da esquina, na lente da máquina, no horizonte do meu olhar. E é de uma beleza maior que os bancos, os ministros, maior que as minhas pernas, pesadas de tanto caminhar, maior que as noites quentes da planície alentejana.
Há trabalhos e trabalhos e este é daqueles que nunca há de acabar.
Daniel Rodrigues