sábado, 25 de fevereiro de 2012

Trabalho Final
#PP_THOMAS_12
Olhar

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Salão Erótico Vestido Gondomar
Gondomar, 10 Fevereiro 2012
Fotos:Paulo Pimenta
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Inesquecível Emília
Estabelecimento Prisional de StªSanta Cruz Bispo
Matosinho,02 Fevereiro 2012
Fotos:Paulo Pimenta
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Inesquecível Emília é uma peça de teatro que junta 15 mulheres do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.
As cartas que gostariam de receber na prisão é o ponto de partida desta peça que estreia no Dia dos Namorados e repete nos dois dias seguintes, sempre às 21h00.
As cartas falam de amor e o palco transforma-se num cabaret pela mão da PELE – Espaço de Contacto Social e Cultural, do Porto.
Cartas:
“Não existe passado nem presente sem ti e as recordações parecem insuficientes para encher os meus dias de alegria e esperança. Mas é tudo o que eu tenho neste momento. A minha vida é a tua vida e toda ela te pertence… Teu amor”.
“Por que é que quiseste crescer tão rápido e nunca me ouviste? Tentei dar-te a melhor educação e avisar-te dos perigos e enganos desta vida, mas tudo o que eu te dizia entrava por um ouvido e saía por outro (…). Quero transmitir-te muita força, coragem e paciência. E sobretudo o meu amor. O meu amor de mãe que nunca se desvaneceu e que te vai continuar a apoiar e a lutar pela tua liberdade. És e sempre serás a minha menina”.
“Sou o teu anjo da guarda. Apesar de não te recordares bem de mim, eu sei que vivo dentro do teu coração. Mas eu lembro-me tão bem de ti… Tinhas poucos meses e eu adorava-te. Todos os dias, depois de acordar, corria para a cama dos pais para estar contigo”.
“Minha querida mamã, não quero que fiques triste porque vais sair daí e vamos voltar a ser felizes. Fazes-me muita falta e vai ser sempre a melhor mãe do mundo!”.
Sara Dias Oliveira

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Concerto Deus no Teatro Sá Da Bandeira
Porto, 03 Fevereiro 2012
Fotos:Paulo Pimenta
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dEUS existe! E a prova foi que esteve no Sá da Bandeira…

E foram muitos os crentes em dEUS que viram a banda de Tom Barman ‘abrir o Livro… do Genesis’, quer dizer, conceder um concerto de total entrega e competência testemunhada logo aos primeiros acordes. E mesmo a ter de lidar com alguns problemas relacionados com a qualidade do som, rapidamente debelados, a banda empenhou-se em conquistar a comunhão com o público, algo que se foi acentuando de forma paulatina até ao êxtase final. Alguém, num café nas proximidades do Teatro Sá da Bandeira, e que nada teria a ver com este culto à banda belga, documentava nas costas de umas vestes a frase premonitória para o ritual: “Que Deus proteja o nosso destino”.

E, em abono da verdade, deve dizer-se que a liturgia musical apresentada recuou do Novo até ao Antigo Testamento. Se o mais recente álbum "Keep you Close" não passou incólume, foi com alguns dos clássicos como Suds and Soda, do primordial “Worst Case Scenario”, Instant Street, do marcante “The Ideal Crash”, bem como Sun Ra, de um dos mais recentes, mas nem por isso menos emblemático, falamos é óbvio de "Pocket Revolution", que mais se celebrou a epifania. Foram à volta de uns ‘20 Mandamentos’. O público rezou por eles, uma vez mais, e por duas vezes ‘o mar de gente abriu-se’ e deixou-os vir ao púlpito. A cerimónia repetiu-se para gáudio dos fiéis. Numa casa que já foi sede de pornografia, ter um orgasmo com os dEUS não é pecado. E foi só isso o que aconteceu. No final, já com as gargantas estouradas pelo reivindicar de dois encores, a boca estava seca, apeteceu dizer: ‘Mr.Barman’, two beers, please! Mas isso não aconteceu. Certo é que o Sá da Bandeira foi mesmo o Olimpo e os mortais, tal como os dEUS(es), acreditaram nisso.

João Fernando Arezes

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

# Fotográfo convidado do mês Fevereiro Valter Vinagre #

_Raquel_ Funchal
Raquel Funchal

Braga
Braga

Carolina
Carolina

Casa abrigo
Casa Abrigo

Clara Branca, Loulé
Clara Branca, Loulé

Desenho de crianças, Casa abrigo
Desenho de crianças, Casa abrigo

Liliana, Lourinhã
Liliana, Lourinhã

Luisa, Cascais
Luisa, Cascais

Lurdes, Casa abrigo, Funchal
Lurdes, Casa abrigo, Funchal

Maria de Fátima, assassina a 27 de Fevereiro 2010
Maria de Fátima, assassinada a 27 de Fevereiro 2010

Olha, 5 de Fevereiro 2010 Ilha S.Miguel Açores
Olha, 5 de Fevereiro 2010 Ilha S.Miguel Açores

Póvoa de S.Martinho do Bispo, Coimbra
Póvoa de S.Martinho do Bispo, Coimbra

Em 2010 registaram-se 43 mortes por
violência doméstica em Portugal.



Antes da vida seguinte



Como fotografar o silêncio? Como fotografar o invisível ou o velado? Desde que há fotografia – melhor seria dizer, desde que há imagem - que o problema se põe. Seja porque o que está em causa são conceitos e não realidades tangíveis, seja porque essas realidades se furtam absolutamente ao olhar da câmara.
A violência doméstica, entendida como fenómeno alargado, é um destes casos. É omnipresente em todas as sociedades, mas invisível. É ilegal (é mesmo um crime público) na nossa, mas resistente à sanção social e à lei.
O que é novo na modernidade não é a violência, mas, por um lado a natureza dessa violência e, por outro, o modo como a vemos e a enquadramos entre o espaço público e privado.
O seu território, o seu capital de impunidade é precisamente esse círculo fechado que constitui a privacidade, que deixa à porta o Estado, as leis, a urbanidade exigível aos comportamentos...

During 2010, a total of 43 domestic violence murders
were registered in Portugal
Before next life

How do you photograph silence? How do you photograph what is invisible or veiled? This is a problem since photography exists – indeed, since image exists. Whether because concepts, rather than tangible realities, are at stake, or because such realities are totally hidden from the eye of the camera.
Domestic violence, understood as a broad phe- nomenon, is one such case. It is omnipresent in every society, albeit invisible. It is illegal (indeed, it is a crime prosecuted ex officio) in our own society, but it resists social and legal sanctions.
Violence is not new in modern life: what is new is the nature of such violence, on the one hand and, on the other hand, the way we see it and frame it between the public and private domains. Its territory, its capital of impunity, is pre- cisely the closed circle of privacy, which leaves outside the State, the laws and the civility re- quired in human behaviour...

Celso Martins, in OLHA, fotografias de Valter Vinagre.ed.APAV, Lisboa,Outubro de 2011
Manifestação contra o aumento preço transportes publicos.
Porto, 31 Janeiro 2012
Fotos:Paulo Pimenta
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domingo, 1 de janeiro de 2012

# Fotógrafo Convidado do Mês Janeiro Lara Jacinto #

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Tenho 29 anos, nasci em Leiria, vivo e trabalho no Porto. A minha formação base é em design e essa foi a minha área de trabalho durante alguns anos. Em 2010 despedi-me da empresa para a qual trabalhava. Desde essa altura terminei o curso profissional de fotografia no IPF, estagiei no Jornal Público e participei nalgumas publicações. O meu principal objectivo tem sido aprender muito e fotografar mais e cada vez melhor. As imagens que se seguem fazem parte do trabalho Arrefeceu a cor dos teus cabelos.
Esta série de fotografias, propõe uma reflexão sobre a vulnerabilidade a que estamos sujeitos à medida que o tempo decorre nas vossas vidas. Nas imagens surgem de duas pessoas que se sentem desvanecer perante o reconhecimento de que tudo muda à passagem do tempo, num processo de transformação inevitável e constante.