terça-feira, 31 de janeiro de 2012

# Fotográfo convidado do mês Fevereiro Valter Vinagre #

_Raquel_ Funchal
Raquel Funchal

Braga
Braga

Carolina
Carolina

Casa abrigo
Casa Abrigo

Clara Branca, Loulé
Clara Branca, Loulé

Desenho de crianças, Casa abrigo
Desenho de crianças, Casa abrigo

Liliana, Lourinhã
Liliana, Lourinhã

Luisa, Cascais
Luisa, Cascais

Lurdes, Casa abrigo, Funchal
Lurdes, Casa abrigo, Funchal

Maria de Fátima, assassina a 27 de Fevereiro 2010
Maria de Fátima, assassinada a 27 de Fevereiro 2010

Olha, 5 de Fevereiro 2010 Ilha S.Miguel Açores
Olha, 5 de Fevereiro 2010 Ilha S.Miguel Açores

Póvoa de S.Martinho do Bispo, Coimbra
Póvoa de S.Martinho do Bispo, Coimbra

Em 2010 registaram-se 43 mortes por
violência doméstica em Portugal.



Antes da vida seguinte



Como fotografar o silêncio? Como fotografar o invisível ou o velado? Desde que há fotografia – melhor seria dizer, desde que há imagem - que o problema se põe. Seja porque o que está em causa são conceitos e não realidades tangíveis, seja porque essas realidades se furtam absolutamente ao olhar da câmara.
A violência doméstica, entendida como fenómeno alargado, é um destes casos. É omnipresente em todas as sociedades, mas invisível. É ilegal (é mesmo um crime público) na nossa, mas resistente à sanção social e à lei.
O que é novo na modernidade não é a violência, mas, por um lado a natureza dessa violência e, por outro, o modo como a vemos e a enquadramos entre o espaço público e privado.
O seu território, o seu capital de impunidade é precisamente esse círculo fechado que constitui a privacidade, que deixa à porta o Estado, as leis, a urbanidade exigível aos comportamentos...

During 2010, a total of 43 domestic violence murders
were registered in Portugal
Before next life

How do you photograph silence? How do you photograph what is invisible or veiled? This is a problem since photography exists – indeed, since image exists. Whether because concepts, rather than tangible realities, are at stake, or because such realities are totally hidden from the eye of the camera.
Domestic violence, understood as a broad phe- nomenon, is one such case. It is omnipresent in every society, albeit invisible. It is illegal (indeed, it is a crime prosecuted ex officio) in our own society, but it resists social and legal sanctions.
Violence is not new in modern life: what is new is the nature of such violence, on the one hand and, on the other hand, the way we see it and frame it between the public and private domains. Its territory, its capital of impunity, is pre- cisely the closed circle of privacy, which leaves outside the State, the laws and the civility re- quired in human behaviour...

Celso Martins, in OLHA, fotografias de Valter Vinagre.ed.APAV, Lisboa,Outubro de 2011
Manifestação contra o aumento preço transportes publicos.
Porto, 31 Janeiro 2012
Fotos:Paulo Pimenta
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domingo, 1 de janeiro de 2012

# Fotógrafo Convidado do Mês Janeiro Lara Jacinto #

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Tenho 29 anos, nasci em Leiria, vivo e trabalho no Porto. A minha formação base é em design e essa foi a minha área de trabalho durante alguns anos. Em 2010 despedi-me da empresa para a qual trabalhava. Desde essa altura terminei o curso profissional de fotografia no IPF, estagiei no Jornal Público e participei nalgumas publicações. O meu principal objectivo tem sido aprender muito e fotografar mais e cada vez melhor. As imagens que se seguem fazem parte do trabalho Arrefeceu a cor dos teus cabelos.
Esta série de fotografias, propõe uma reflexão sobre a vulnerabilidade a que estamos sujeitos à medida que o tempo decorre nas vossas vidas. Nas imagens surgem de duas pessoas que se sentem desvanecer perante o reconhecimento de que tudo muda à passagem do tempo, num processo de transformação inevitável e constante.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Torres do Aleixo
Porto, 16 Dezembro 2011
Fotos:Paulo Pimenta
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Campanha
Porto, 13 Dezembro 2011
Fotos:Paulo Pimenta
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Já reparou que as mulheres portuguesas têm grandes e belas cabeças?

Nem todos os trabalhos que permitem ganhar a vida honestamente são fáceis de fazer. Alguns são verdadeiramente difíceis e duros, até sujos. Outros são apenas complicados. Há ainda trabalhos em que um indivíduo se humilha e embrutece e, enfim, aqueles relativamente aos quais nem sequer se sabe muito bem o que pensar. A tarefa de colar cartazes publicitários como aqueles supra não será, ainda assim, das mais desagradáveis, por muito mal remunerado que seja. Ainda que não se trate de uma tarefa socialmente estimada, está-se ao ar livre, em boa companhia e a paisagem também não é má de todo. Se um morcão for capaz de refrear as expectativas e não padecer de espondilose ou de qualquer outra maleita que lhe tolha os movimentos, é, assim, perfeitamente capaz de colocar as várias partes do reclame no sítio devido, alisando as engelhas do papel onde elas têm que ser aplanadas com gestos muitíssimo profissionais e competentes, sem malícia nenhuma, ou sem que lhe ocorra qualquer corruptela do rifão segundo o qual vale mais uma pomba na mão do que duas a voar. No final, porém, ainda há alguma coisa que não bate certo. Luísa Beirão e Andreia Rodrigues parecem moças simpáticas e saudáveis, bem tratadas no Photoshop e harmoniosamente servidas de redondezas, pelo que tudo estaria muito bem e bonito, incluindo a respectiva lingerie, tudo em harmonia e festa, como se a Primavera tivesse chegado mais cedo à cidade e outras coisas muitíssimo poéticas pudessem ocorrer a quem, passando, contemplasse as ninfas imóveis e bidimensionais. Analisando mais atentamente os cartazes nas suas diversas versões, a estranheza apenas se adensa, pois as jubilosas moças parecem possuir enormes, desproporcionadas cabeças. Não me ocorrendo responsabilizar desse defeito os zelosos funcionários que colam os cartazes, fico, todavia, matutando, sem chegar a concluir se foram elas que emagreceram demais ou se, por outra, foram as cabeças que lhes cresceram desmesuradamente, quiçá por saberem de cor o teorema de Pitágoras, o peso exacto do Bosão de Higgs e a poesia completa de Cesário Verde.
Manuel Jorge Marmelo

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Grito Dos Pavões
Astro Fingido
Fotos:Paulo Pimenta
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